A figura do pastor se afirmou, com efeito, particularmente na do pregador. Isto é, na efetuação do discurso visando diretamente a transmitir o sentido da vontade divina e da condição humana. Ele se decidiu pela dessacralização do apelo clerical, fazendo do pastor não o intermediário obrigatório para o acesso aos “bens de salvação”, mas um teólogo versado nas Escrituras e na sua interpretação. A Reforma, neste sentido, já é a entrada do papel do clérigo na modernidade, pois que ela fez dele um especialista na figura do doutor. Mas essa modernidade pode paradoxalmente revelar-se como um handicap na conjuntura atual. Se existe, com efeito, uma tendência ao reconhecimento do papel do clérigo como especialista, não se trata de reabilitação do poder normativo do doutor, mas sim do reconhecimento de uma autoridade de competência das questões de sentido.
Jean-Paul Willaime. O pastor protestante como tipo específico de clérigo. In: Estudos de Religião, 25, 2003, p. 155.
Com relação às questões de cunho pastoral expressas pelo texto acima, julgue o item a seguir.
A figura do pastor protestante se define historicamente mais pela sua douta interpretação das Escrituras do que pelo papel de intermediário dos bens de salvação.
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