A hiperglicemia materna é uma das condições mais comuns na gravidez. No Brasil, estima-se que 18% das mulheres grávidas, assistidas no Sistema Único de Saúde (SUS), atinjam os critérios diagnósticos atuais de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). Entre os fatores de risco, destacam-se: obesidade, idade materna superior a 25 anos, história familiar e/ou pessoal positiva, gemelidade, hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo, sedentarismo, macrossomia pregressa, óbito fetal sem causa aparente, entre outros (Manual de gestação de alto risco. Ministério da Saúde, 2022). Sobre DMG, analise os itens a seguir:
I. A gestação normal é caracterizada por diminuição da secreção de insulina materna e aumento nos valores de glicose no jejum. O aumento na resistência à insulina evolui com o passar da gestação e está bem definido na 24ª semana; se o pâncreas materno não consegue responder às demandas na produção de insulina, instala-se a hiperglicemia materna.
II. Recomenda-se rastreamento universal, independentemente da presença de fator de risco e em gestantes com Glicemia de jejum (GJ), na primeira consulta de pré-natal.
III. Se a Glicemia de jejum (GJ), na primeira consulta de pré-natal for entre 92 a 125 mg/dL, a gestante é considerada com diabetes mellitus diagnosticado na gestação (diabetes prévio).
IV. Para pacientes com glicemia de jejum < 92 mg/dl, deve-se solicitar o Teste Oral de Tolerânia a Glicose (TOTG) com 75 g e deve considerar, para o DMG, os limites de 92 mg/dL, 180 mg/dL e 153 mg/dL, respectivamente, para GJ, uma hora e duas horas, e pelo menos um valor alterado.
Considerando as assertivas acima, assinale a alternativa correta: