De acordo com Boaventura de Sousa Santos (2010), o modelo de racionalidade que preside à ciência moderna constituiu-se a partir da revolução científica do século XVI e foi desenvolvido nos séculos seguintes, basicamente no domínio das ciências naturais. Sendo um modelo global, essa “[...] racionalidade científica é também um modelo totalitário, na medida em que nega o caráter racional a todas as formas de conhecimento que não se pautam pelos seus princípios epistemológicos e pelas suas regras metodológicas” (p. 21).
Esse paradigma dominante, mesmo em crise (gerada pelo surgimento de um paradigma emergente que problematiza os fundamentos e dogmas da ciência moderna), tem desdobramentos bastante evidentes no campo da Educação. NÃO se enquadra no modelo do paradigma dominante: