Marshall & Lytle (2015) publicaram recentemente um artigo sobre Grylloblattodea, um grupo pequeno de insetos ápteros e restritos ao Hemisfério Norte e, consequentemente, pouco coletados e escassos em coleções. Os autores descreveram um problema taxonômico envolvendo a espécie Grylloblatta rothi, descrita em 1953 por Ashley B. Gurney com base em dois espécimes enviados para o autor por dois colegas diferentes. O autor designou como holótipo o único macho coletado por Vincent Roth em “Happy Valley, Oregon, 12.ix.1948” e o outro exemplar fêmea como alótipo, coletado por J. E. Elsea em 1937 em “Crater Lake, cerca de 90 milhas ao sul de Happy Valley”, ambos depositados e tombados na coleção do Museu de História Natural dos Estados Unidos, mas não localizados até o momento pelos curadores.
Os autores descobriram que todo o material de Grylloblatodea do Museu de História Natural dos Estados Unidos foi emprestado a Joseph Kampf em 1971 e em 1976, provavelmente incluindo os tipos de G. rothi. Então, buscaram tal material em instituições onde o pesquisador trabalhou e mesmo em outras nas proximidades, além de consultarem a viúva e os pesquisadores contemporâneos a ele. Os autores não obtiveram sucesso e resolveram considerar a série-tipo como perdida. Assim, a decisão taxonômica correta que os autores devem tomar é: