Rosa, 84 anos, deu entrada na Unidade de Emergência do Hospital Paulo Freire, queixando-se de dor intensa e impotência funcional total do membro. Avaliada pelo médico de plantão, realizou alguns exames e foi diagnosticada com Fratura Proximal de Fêmur Direito. O tratamento inicial consistiu de monitorização dos sinais vitais, avaliação das repercussões clínicas imediatas, como risco de perda de fluídos e eletrólitos e sangramento focal da fratura, risco para tromboembolismo, estado neurológico, e nutricional, bem como o grau de deambulação prévia a queda. Iniciou-se o dilema entre os riscos inerentes à indicação cirúrgica decorrentes da idade e comorbidades presentes (HAS e DM), ou, exposição aos riscos consequentes da imobilidade prolongada com o tratamento conservador. Encaminhada para a Unidade de Clínica Cirúrgica do mesmo hospital, onde está internada há seis dias. Segundo a Joana, 24 anos, acompanhante e neta da paciente, o estado da paciente deve-se a uma queda no domicílio. Nas passagens de plantão, os técnicos de enfermagem e algumas enfermeiras relataram que a neta dirige-se a avó com as frases “não me irrite, não me encha o saco”, seguidos de xingamentos e muito escárnio, além de culpabilizar a paciente pela hospitalização. Diante do quadro de dona Rosa e considerando os Artigos 19 da Atenção a Saúde da Pessoa Idosa e Envelhecimento (2010) e do Estatuto do Idoso (2013), “os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos serão objetos de notificação compulsória pelos serviços públicos e privados à autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos”. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.