A casa dos presos
Há seis campos(a) de detenção em Guantánamo, com 171 presos(b) de 24 países(c). Entre eles, nunca houve um brasileiro(d). São vigiados a intervalos de um a três minutos por 900 guardas(e). VEJA visitou os campos V e VI. O campo V é mais antigo, custou 17,5 milhões de dólares, tem 100 celas de 8 metros quadrados e abriga os presos mais rebeldes – que, entre outras indisciplinas, arremessam sobre os guardas “excrementos e fluidos corporais”. As autoridades não informam quantos presos estão ali, mas dizem que, em geral, 85% têm bom comportamento. O campo VI é mais novo, custou 34 milhões de dólares, tem 140 celas e recebe os presos obedientes.
Para qualquer preso brasileiro, o campo VI é um luxo. Limpo e bem iluminado. Os detentos fazem três refeições diárias, com direito a cardápio que respeita restrições alimentares por questões médicas ou religiosas. Na enfermaria, podem-se fazer até intervenções cirúrgicas. Eles têm direito a dentista, usam equipamentos de ginástica e praticam esportes coletivos – futebol é o preferido. Podem ficar reunidos em grupos de dez a vinte. Nesses blocos, há uma área ampla, térrea, cercada por celas individuais no andar superior, como um mezanino. Os presos de cada bloco têm acesso à área térrea durante todo o dia. Ali, fazem as refeições em conjunto e circulam livremente.
Os de bom comportamento têm direito a frequentar a sala de aula, onde podem estudar inglês, ter noções de arte, ler revistas e livros retirados da biblioteca. Além do Corão, entre os livros preferidos está a série do bruxo Harry Potter. A televisão tem 22 canais, incluindo a Al-Jazira, em inglês. Na prateleira de filmes, podem escolher entre quinze títulos. Pelo rádio, podem ouvir onze estações. Têm acesso a PlayStation 3 e Nintendo DS. Mesmo os rebeldes têm direito a quatro horas de TV por semana, que veem numa cela individual, sentados numa poltrona, com os pés presos a algemas acimentadas no chão, de modo que não possam se levantar ou caminhar.(...)
No campo VI, os presos podem ser vistos pelos visitantes, através de um vidro escurecido com visão de um lado só. Esses vidros normalmente ficam cobertos por uma persiana.(...) Podem-se tirar fotografias, desde que sem o uso de flash, e sem que os detentos possam ser identificados.(...)
Todas as comunicações entre guardas e detentos acontecem através de intérprete. Cada preso custa nada menos que 800000 dólares por ano.
(Revista Veja, 1º. de fevereiro de 2012,pág.87,adaptado.)
O pronome “eles” refere-se a
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