Magna Concursos
3066085 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: CAU-BR

Enunciado 3558187-1

Fábula de um arquiteto

A arquitetura como construir portas,

de abrir; ou como construir o aberto;

construir, não como ilhar e prender,

nem construir como fechar secretos;

construir portas abertas, em portas;

casas exclusivamente portas e teto.

O arquiteto: o que abre para o homem

(tudo se sanearia desde casas abertas)

portas por-onde, jamais portas-contra;

por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,

renegou dar a viver no claro e aberto.

Onde vãos de abrir, ele foi amurando

opacos de fechar; onde vidro, concreto;

até fechar o homem: na capela útero,

com confortos de matriz, outra vez feto.

João Cabral de Melo Neto. Fábula de um arquiteto. In: Antologia poética. Rio de Janeiro: Ed. José Olympio, 1978, p.18.

Considerando o texto e a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, obra de Oscar Niemayer, julgue os itens a seguir.

Na segunda estrofe, o significado das expressões “vãos de abrir” e “opacos de fechar” está em consonância com a tensão que estrutura o poema: a transformação do sujeito que abre novos caminhos para o homem em alguém capaz de encerrá-lo por trás de muros confortáveis.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Advogado

120 Questões

Analista - Geotecnologia

120 Questões

Analista de TI - Análise de Sistemas

120 Questões

Analista de TI - Infraestrutura

120 Questões

Analista Técnico

120 Questões

Arquiteto e Urbanista

120 Questões

Contador

120 Questões

Jornalista

120 Questões