1302903
Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Espirito Santo Pinhal-SP
Disciplina: Português
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Espirito Santo Pinhal-SP
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A RAPOSA E A CEGONHA
Um dia a raposa convidou a cegonha para jantar. Querendo pregar uma peça na outra, serviu sopa num prato raso. Claro que a raposa tomou toda a sua sopa sem o menor problema, mas a pobre cegonha, com seu bico comprido, mal pôde tomar uma gota. O resultado foi que a cegonha voltou para casa morrendo de fome.
A raposa fingiu que estava preocupada, perguntou se a sopa não estava do gosto da cegonha, mas a cegonha não disse nada. Quando foi embora, agradeceu muito a gentileza da raposa e disse que fazia questão de retribuir o jantar no dia seguinte.
Assim que chegou, a raposa se sentou lambendo os beiços de fome, curiosa para ver as delícias que a outra ia servir. O jantar veio para a mesa numa jarra alta, de gargalo estreito, onde a cegonha podia beber sem o menor problema. A raposa, amoladíssima, só teve uma saída: lamber as gotinhas de sopa que escorriam pelo lado de fora da jarra.
Ela aprendeu muito bem a lição. Enquanto ia andando para casa, faminta, pensava: “Não posso reclamar da cegonha. Ela me tratou mal, mas fui grosseira com ela primeiro.”
(Fábulas de Esopo. Tradução de Heloísa Jahn, São Paulo, Companhia das Letrinhas, 1994.)
As palavras saída e delícias, encontradas no texto, são classificadas gramaticalmente como: