Emilia Ferreiro, no livro Reflexões sobre Alfabetização, faz a seguinte observação:
“A distância da informação que separa um grupo social de outro não pode ser atribuída a fatores puramente cognitivos. Esta distância diminui quando o que está em jogo é o raciocínio da criança; aumenta quando se necessita contar com informações precisas do meio. Na verdade, o sistema de escrita tem um modo social de existência. Se bem que não seja necessário contar com uma informação especial para se aprender uma atividade tão natural como a de marcar (deixar traços sobre qualquer tipo de superfície), e embora essas marcas estejam longe de constituir escritas em sentido exato, é imprescindível que a informação seja socialmente transmitida para chegar a compreender ações tão pouco ‘resultativas’ quanto a