As reflexões sobre o absolutismo eram todas mais ou menos casuais e alusivas: uma teorização direta das novas monarquias centralizadas que emergiam na Europa renascentista nunca foi efetuada por nenhum dos fundadores do materialismo histórico. A sua importância exata foi deixada ao juízo das gerações posteriores. Com efeito, os historiadores marxistas debatem até hoje o problema da natureza social do absolutismo. A solução correta é, na verdade, vital para compreensão da passagem do feudalismo para o capitalismo na Europa, e dos sistemas políticos que a diferenciaram.
(Perry Anderson, Linhagens do Estado absolutista. Texto adaptado)
Ao analisar a natureza social do absolutismo, Anderson compreende que