A questão abaixo focaliza a revisão ou interpretação de trechos de um mesmo texto, adaptado de artigo “Sobre literatura infantil e a questão racial”, de Keila Grinberg (Ciência Hoje On line, 16 nov. 2010).
É indiscutível que Monteiro Lobato SER o autor maior da literatura infantil brasileira. Sou, como todo mundo, apaixonada por seus livros. Não acho que eles DEVER ser banidos das escolas. Entretanto, ao mesmo tempo, não posso deixar de compreender quem se incomoda em ouvir, em sala de aula, termos como “negra beiçuda”, como várias vezes foi chamada a Tia Nastácia. Atribuir o incômodo apenas a um excesso de sensibilidade de quem reclama talvez SER falta de sensibilidade de quem vê, nesse fenômeno, apenas o lado do autor e do texto. Tem o leitor também. Ou melhor, os leitores, que LER o texto de Lobato de infinitas maneiras, inclusive aquela em que não se gosta dos estereótipos. Desqualificar pura e simplesmente essa chave de leitura, acusando-a de simplista, SER o mesmo que desqualificar esse leitor.
O gramático José Carlos de Azevedo (Fundamentos de Gramática do Português, p. 130-131) aponta como distinção fundamental entre os modos indicativo e subjuntivo o fato de o primeiro ser usado para expressar uma certeza do enunciador, enquanto o segundo é usado tipicamente para expressar uma dúvida ou suposição. A partir desse critério, devem ser usados no subjuntivo os verbos que estão no infinitivo e em maiúsculas no texto: