Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(https://www.culturagenial.com/poemas-de-carlos-drummond-de-andrade/. Acessado em 01.06.2022)
Tendo em vista os sentidos das conjunções e locuções conjuntivas, previstos na gramática tradicional, os conectores negritados no poema (e, tão...que, porque) estabelecem relações coesivas, respectivamente, de