A natimortalidade pode ser precoce (até 28 semanas) ou tardia (mais que28 semanas). Tendo como referencial o parto, pode ser classificada em anteparto e intraparto. Quanto à causa associada, pode ser: fetal, materna ou placentária. Entre 24 e 27 semanas de gestação, o óbito fetal tem como principais causas as infecções, o descolamento prematuro da placenta e as malformações fetais. Após 28 semanas, as causas mais frequentes são as de origem desconhecida. É correto afirmar:
I. Os principais fatores de risco associado ao óbito fetal podem ser: afrodescendência; doenças maternas (hipertensão arterial, diabetes, trombofilias etc); gemelidade; idade materna (< 15 anos e > 35 anos); antecedente de natimorto; resultado adverso em gestação anterior (como prematuridade, restrição de crescimento fetal, pré-eclâmpsia); gestações no termo tardio e pós-termo (> 41 semanas); uso de substâncias ilícitas (como cocaína, metanfetaminas); tabagismo; consumo de álcool.
II. A investigação da causa do óbito fetal pode auxiliar no aconselhamento e na prevenção de recorrência da perda em futura gestação. Devem-se avaliar minuciosamente os dados obstétricos, realizar exames laboratoriais maternos, exame físico do natimorto, da placenta, das membranas ovulares e do cordão umbilical, além de necrópsia (com consentimento) e testes genéticos, quando disponíveis.
III. Independentemente da causa da morte fetal, se não há expulsão espontânea, está indicada a indução do parto. Porém, o método e o momento da indução dependem da idade gestacional, da causa do óbito, dos antecedentes obstétricos pregressos e do desejo materno.
IV. O óbito fetal por si só não constitui indicação de cesárea. As contraindicações para a conduta expectante são: ruptura prematura das membranas, corioamnionite, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia ou qualquer outro quadro hemorrágico grave, aloimunização, coagulopatias instaladas, distúrbios psíquicos maternos.
A alternativa correta é: