Na conhecida obra “O Mal Estar na Civilização” (1930 [1929]), Freud aponta para um paradoxo da consciência moral, ou seja, de que “são precisamente as pessoas que levaram mais longe a santidade as que se censuram da pior pecaminosidade” (Freud, 1990 [1930]: 149). A presença do sentimento de culpa “inconsciente” está na raiz desse paradoxo moral, haja vista: