Mesmo as pessoas que acertam que a vida segundo as
qualidades morais é mais desejável, levantam uma dúvida: é mais
desejável uma vida politicamente ativa e prática ou, ao contrário,
uma vida alheia a todos os aspectos exteriores — por exemplo,
alguma modalidade de vida contemplativa, que certas pessoas
dizem ser a única digna de um filósofo. Com efeito, estes são
praticamente os dois únicos modos de vida que os partidários
mais zelosos das qualidades morais parecem achar preferíveis,
seja no passado, seja no presente — os dois, quero dizer, são a
vida do político e a do filósofo. Não faz pouca diferença saber de
que lado está a verdade. Pois quem pensa bem ordena a sua vida
no sentido do melhor escopo, quer se trate de cada um dos
homens, quer da cidade em geral.
Aristóteles. A política, livro VII, 1.324a-1.325b, p. 223-4 (com adaptações)
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens que se seguem, acerca das concepções de felicidade e justiça.
O homem virtuoso é aquele que caminha na direção da vida feliz guiado pela justiça.