Texto
O período que se seguiu à Grande Guerra pode ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a 1924–28, quando todos os países europeus procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra e voltar às condições econômicas normais, equivale dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28 a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os governos se empenharam no esforço coletivo para superar a crise, desenvolvendo práticas intervencionistas não adotadas até então.
J . J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In: O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).
O texto faz do ano de 1939 — não por acaso, o que assinala o início da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) — seu marco cronológico final. A propósito desse conflito, cujo caráter mundial é bem mais acentuado do que o daquele que o antecedeu, julgue (C ou E) o item subseqüente.
Apesar de ter participado diretamente do conflito, ao ceder bases aéreas e navais no Nordeste, ao constituir a Força Aérea Brasileira (FAB) e ao enviar para a Itália os contingentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), o Brasil do Estado de Novo getulista passou ao largo dos efeitos democratizantes trazidos pelo término da guerra, com a derrota do totalitarismo nazifascista.