Diversos autores atribuem o surgimento, na década de 1990, da organização internacional de camponeses Via Campesina à crescente mercantilização e internacionalização da agricultura.
(Adaptado de Flávia Braga Vieira, Articulações internacionais “desde baixo” em tempos de
globalização. In: Maria da Glória Gohn e Breno M. Bringel (orgs.))
Em relação aos novos movimentos sociais camponeses ou do campo, analise as sentenças a seguir, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A oposição aos modelos agrícolas adotados pelo agronegócio, às instituições financeiras internacionais e a organizações multilaterais como a OMC constituem elementos que reforçam o sentimento de pertencimento e os vínculos de solidariedade entre as organizações-membro de articulações como a Via Campesina.
( ) Para movimentos camponeses como o MST e a Via Campesina, a defesa da soberania alimentar implica a defesa de novos modelos de agricultura, de distribuição da terra e de mundo que remetem à ideia de soberania nacional, entendida como soberania popular.
( ) No final do século XX e do século XXI, os movimentos camponeses inovam ao manterem questões clássicas como o internacionalismo da luta de classes e, ao mesmo tempo, acionarem temas contemporâneos como as questões de gênero e meio ambiente e assimilarem estratégias de ação de ONGs e redes transnacionais aos quais se opõem.
( ) O compartilhamento de ideias e os vínculos de solidariedade de articulações internacionais como a Via Campesina excluem a existência de divergências e conflitos entre as organizações-membro.
( ) Os movimentos camponeses do século XXI apresentam, como limitação, o fato de que suas demandas permanecem reivindicativas e corporativas, sem transcender os limites do ambiente rural.
A alternativa que apresenta a sequência CORRETA é: