Acredita-se que a transmissão da hanseníase ocorra pelo contato íntimo e prolongado de indivíduo suscetível com paciente bacilífero, através da inalação de bacilos. A melhor forma de cessar a transmissão é o diagnóstico e o tratamento precoce.
Sobre isso, analise as afirmativas abaixo:
I. O diagnóstico de caso de hanseníase na Atenção Básica de Saúde é essencialmente clínico por meio do exame dermatoneurológico, para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico). Os casos com suspeita de comprometimento neural sem lesão cutânea (suspeita de hanseníase neural pura) e aqueles que apresentam área (s) com alteração sensitiva e/ou autonômica sem lesão cutânea evidente deverão ser encaminhados para unidades de saúde de maior complexidade para confirmação diagnóstica.
II. Com relação aos olhos, durante a anamnese/Inspeção, deve-se perguntar se a pessoa sente ardor, coceira, vista embaçada, ressecamento, pálpebras pesadas, lacrimejamento ou outros sintomas. Verificar se há hiperemia (vermelhidão), madarose (queda dos pelos das sobrancelhas, comumente caudal), triquíase (cílios invertidos), ectrópio (eversão da pálpebra), lagoftalmo (desabamento da pálpebra inferior), catarata e opacidade corneana.
III. Visando ao tratamento com o esquema Poliquioterapia (PQT/OMS) na forma Paucibacilar que representa casos com até sete lesões de pele, as drogas utilizadas para tratar uma pessoa adulta são: Rifampicina (RFM) com duas cápsulas de 300mg e a Dapsona (DDS) com 28 comprimidos de 100mg.
IV. Os estados reacionais ou reações hansênicas são alterações do sistema imunológico, que se exteriorizam como manifestações inflamatórias agudas e subagudas, mais frequentes nos casos multibacilar (MB). Essas reações podem ocorrer antes do diagnóstico da doença e caracterizam-se por Reação do Tipo 1 ou Reação Reversa (RR) e Reação do Tipo 2 ou Reação de Eritema Nodoso Hansênico (ENH).
Estão CORRETAS