Maresia: (Antônio Cícero).
O meu amor me deixou
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde a realidade.
Levou minha identidade
Não sei mais bem onde estou
Nem onde a realidade.
Ah, se eu fosse marinheiro
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido.
Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido.
Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia.
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia.
Ah, se eu fosse marinheiro
Seria doce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar.
Seria doce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar.
Leste oeste norte sul
Onde um homem se situa
Quando o Sol sobre o azul
Ou quando no mar a Lua.
Onde um homem se situa
Quando o Sol sobre o azul
Ou quando no mar a Lua.
Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro.
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro.
Leia os itens e, de acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
I - Na primeira estrofe, o eu lírico se refere a como ficou após uma decepção amorosa. Não sabe mais quem ele é, acostumado que estava a reconhecer-se na pessoa amada.
II - Ficar desorientado e perder a noção do real corresponde a não ter mais o “porto seguro” de uma identidade.
III - Para deixar de sofrer por amor, o eu lírico refugia-se em uma situação hipotética: ser marinheiro.
IV - Ser marinheiro seria uma solução para o mal do amor porque o eu lírico partiria, mas seu coração ficaria inteiro, ou seja, não sofreria.