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3510274 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: SELECON
Orgão: Câm. Lucas Rio Verde-MT
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Ação no Largo da Carioca oferece serviços e marca o Dia

Nacional de Luta da População em Situação de Rua

Pessoas puderam emitir documentos, cuidar da saúde e

buscar um lugar no mercado de trabalho

Rio - O Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, nesta sexta-feira (19), é marcado pela memória do Massacre da Sé, em São Paulo, que completou 18 anos em meio a mortes invisíveis da população de rua. Fruto de movimentos sociais, a data propõe reflexão sobre a responsabilidade social por essa população, inclusive quanto à atenção à saúde. No Rio, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), o Consultório na Rua (CNAR) se espalhou por lugares estratégicos do município do Rio, e conta atualmente com nove equipes que atuam em 55 bairros de todas as áreas da cidade. E hoje, a ação se concentrou no Largo da Carioca, no Centro do Rio, com serviços diversos como distribuição de alimentos e oferta de empregos.

Para Fabiana Antunes, enfermeira que hoje atua como gerente técnica do CNAR no município, os espaços urbanos são uma extensão do consultório.

"O trabalho itinerante de acompanhamento feito pelas equipes é fundamental para ofertar o cuidado integral à população em situação de rua, identificando suas necessidades e buscando construir uma atenção compartilhada e em rede, combatendo estigmas que reduzem essas pessoas à margem da sociedade. O objetivo do CNAR é promover amplo acolhimento e a redução de danos desse grupo populacional, que se encontra em condições de vulnerabilidade e com os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados. A equidade é um dever cívico e a promoção, proteção e recuperação da saúde são as bases fundamentais do CNAR", explica Fabiana.

Uma equipe composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, agente social, psicólogo e assistente social atenderam a população no Largo da Carioca. Aliado à saúde, o lado cidadão também esteve presente na ação. Cristiane Xavier, defensora pública do núcleo dos direitos humanos da defensoria, contou que as pessoas em situação de rua podem ter acesso à emissão de documentos básicos para identificação, acesso a serviços públicos e a benefícios, como o Auxílio Brasil.

"É importante que olhemos para essa população tão vulnerável. São pessoas que, apesar de sua situação, têm os mesmos benefícios que qualquer outro cidadão. São brasileiros que tiveram o vínculo familiar rompido ou estão desempregados e não têm condições de arcar com um aluguel, sobretudo no atual custo de vida. O que fazemos aqui, de certa forma, é tentar, através das nossas ações, reinseri-los na sociedade civil", disse Cristiane.

Também estavam presentes Cláudia Poggio e Juliana Telles, participante e idealizadora, respectivamente, da ONG A Nova Chance, que também colaboram na emissão de documentos, como segunda via de certidão, identidade e no auxílio em questões que podem ser facilitadas com a posse de documentos.

"Para as pessoas que, eventualmente, não são do Rio e desejam voltar para suas cidades, nós buscamos ajudar. Como também auxílio na procura de um emprego. Em síntese, fazemos tudo aquilo que está ao nosso alcance através da documentação", explicou Cláudia.

[...]

Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2022/08/6468211-acao-no-largo-da-carioca-oferece-servicos-e-marca-o-dia-nacional-de-luta-da-populacao-em-situacao-de-rua.html. Adaptado. Acesso em 20 de agosto de 2022.

No trecho “em meio a mortes invisíveis da população de rua” (1º parágrafo), a palavra destacada tem sentido:

 

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