Fominha de bola
Não importa se é futebol de quadra, campo, areia ou rua. O importante é matar a vontade de bater um bolão com os amigos.
É nas partidas de futebol de rua que podem surgir grandes craques. A tática de jogo é simples: um amigo vai chamando o outro, e, assim, o time se forma. Pedro, que está fazendo o curso de Direito, conta com orgulho o progresso do seu time, que jogou a final do campeonato Cariocão CFC, no mês passado:
– Formamos o time há oito meses. Todo fim de semana jogamos em algum clube. O legal é que cada pessoa é de um colégio ou faculdade diferente – conta Pedro.
O esquema é tão organizado que, além dos uniformes produzidos e bancados pelos próprios jogadores, um juiz profissional é convocado para apitar a partida. A árdua missão de pôr ordem na casa fica para o professor Rafael. Para ele, a regra é clara.
– Não tolero violência. A minha formação é em futebol de campo. Já conheço os jogadores há um bom tempo.
Saindo do campo e matando a bola no peito, na areia, os amigos José e Felipe encaram o altinho de forma mais relaxada, à beira-mar, em Ipanema.
– Na rodinha não rola competição. É o jogo mais democrático que existe. A gente joga no mesmo local, mas agora mudamos o horário, pois temos que seguir algumas regras impostas pela Prefeitura – queixa-se José, em relação à proibição de jogar bola perto do mar das 8h às 17h.
Com a proibição, muita gente migrou para o futevôlei. Um deles foi Ricardo. Ele afirma que o clima na rede é de paz. Mas, quando a coisa esquenta, só mesmo um mergulho para acalmar.
– No dia seguinte, fica tudo tranquilo novamente – brinca.
MORGADO, Carolina. O Globo, 13 jul. 2010.
No texto, a expressão “...bater um bolão com os amigos.” significa estar com os amigos