Leia o parágrafo abaixo.
Mulher de 30 anos de idade chega ao pronto socorro com queixas de diminuição da diurese, astenia, anorexia, náuseas e vômitos de início há quinze dias. Queixa-se de dispneia aos pequenos esforços, dor e edema progressivo em membros inferiores causando dificuldade à deambulação. Tem história de diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica há 15 anos.
Exames laboratoriais mostram: pH arterial = 7,18, !$ HCO_3 !$ = 14 mEq/l, ureia = 240 mg/dl, creatinina = 7,9 mg/dl, potássio = 6,6 mEq/l, sódio = 136 mEq/l, glicemia = 300 mg/dl, hematócrito = 22% e hemoglobina = 6,0 g/dl, cálcio = 9,0 mg/dl, fósforo = 8,0 mg/dl, PTH = 670 pg/ml, ferro sérico = 56 ug/dl, ferritina = 400 ng/ml, saturação de transferrina = 21%. Sorologias negativas para hepatites e HIV.
Solicitado parecer de urgência ao nefrologista que, após avaliação clínica e laboratorial da paciente, providenciou acesso vascular temporário para a realização de hemodiálise.
Em relação à prescrição de hemodiálise desta paciente, pode-se afirmar que:
I - prescrever 2 horas de hemodiálise no primeiro dia e aumentar 30 minutos a cada sessão de diálise até atingir a duração desejada, geralmente de 4 horas.
II - em caso de hipotensão recorrente reduzir a temperatura da solução de diálise e modular a velocidade de ultrafiltração ao longo da sessão de hemodiálise.
III - o uso de glicose hipertônica é preferível ao cloreto de sódio por não estimular a sede e, consequentemente, o ganho de peso interdialítico.
IV - prescrever inicialmente uma solução de diálise com sódio de 138 mEq/l ou mais e reduzir após algumas sessões para a concentração padronizada.
Assinale a alternativa CORRETA.