O relógio
O relógio de Nasrudin vivia marcando a hora errada(II).
- Mas será que não dá para tomar uma providência? - alguém comentou(I).
- Qual providência? - falou(I) Mullá.
- Bem, o relógio nunca marca a hora certa. Qualquer que seja a providência já será uma melhora.
Nasrudin deu uma martelada no relógio. O relógio parou.
- Você tem toda a razão - disse(I) ele. - De fato, já dá para sentir uma melhora.
- Eu não quis dizer "qualquer providência", assim literalmente. Como é que agora o relógio pode estar melhor do que antes?
- Bem, antes ele nunca marcava a hora certa. Agora, pelo menos, duas vezes por dia ele vai estar certo.
AL-DIN, K. N. O relógio. ln: Costa, F. M. de. (org.).
Os 100 melhores contos de humor da literatura universal. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
Analise as afirmativas abaixo.
Com relação à técnica do diálogo apresentada no texto:
I- os verbos "comentou", "falou" e "disse" indicam que o interlocutor está com a palavra no discurso direto.
lI- na frase: "O relógio de Nasrudin vivia marcando a hora errada.", é possível observar a presença do discurso direto.
IlI- um exemplo de transposição do discurso indireto para o direto está presente em: Nasrudin disse que antes o relógio nunca marcava a hora certa.
IV- o uso das interrogações dá vida ao personagem para o leitor, sendo um dos recursos que revela a força da narração no discurso direto.
Assinale a opção correta.
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