No que se refere à Disartria, segundo Paulo Dalgalarrondo (2019, p. 435-436) é correto afirmar que, EXCETO:
Disartria é a dificuldade ou incapacidade motora de articular corretamente as palavras devido à fraqueza muscular, paralisia ou coordenação falha dos músculos responsáveis pela fala (músculos do aparelho fonador). Embora a compreensão, a formulação e o significado das palavras sejam normais (não há afasia), sua articulação motora está prejudicada por alterações (paresias, paralisias ou ataxias) da musculatura da fonação (Haerer, 1992).
A fala é fraca, pastosa, aparentemente “embriagada”, com seu ritmo prejudicado. A articulação é pobre, com pouca precisão na pronúncia dos fonemas, o que resulta em uma fala lenta e variável em sua intensidade. Particularmente, a articulação das consoantes labiais e dentais é muito defeituosa; além disso, a produção das vogais é distorcida, tornando, às vezes, difícil ou impossível a compreensão (nesse caso, disartrias muito intensas são designadas anartria) (Mustafa et al., 2014).
É a dificuldade de utilizar a linguagem escrita, sem que haja qualquer déficit motor ou perda cognitiva global. Embora pareça ser um problema motor, é realmente um problema de linguagem. Pode ser causada por danos nas áreas cerebrais pré-frontais.
A disartria é um sintoma relativamente comum em condições neurológicas e lesões neuronais decorrentes de acidentes vasculares e lesões traumáticas. A disartria hipocinética da doença de Parkinson (DP) é uma condição que surge em decorrência do curso progressivo da doença (por volta de 70% das pessoas com DP são afetadas por problemas na voz e na fala, que incluem a disartria hipocinética).
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