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1250086 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Câm. Jucurutu-RN
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Texto para responder a questão
Para que ninguém a quisesse...
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos altos.
Dos armários tirou as roupas de seda, das gavetas tirou todas as jóias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos. Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair. Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras. Uma fina saudade começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. noite, tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos. Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
https://www.pensador.com/autor/marina-colasanti/ Acesso em 09/03/18
O primeiro e segundo parágrafos do texto apresentam uma intenção comunicativa que revela um(a)
( ) discurso autoritário, que não permite ponderações ou mediações, sem qualquer possibilidade de interferência do receptor. ( ) linguagem que se fecha, por meio da flexão verbal imperativa, cujo locutor se considera dono da verdade. ( ) discussão na relação entre os interlocutores, em que uma voz tenderá a derrotar a outra.
O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
 

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