“O leitor de um livro ou de um artigo no papel se confronta com o objeto físico sobre o qual uma certa versão do texto está integralmente manifesta. Certamente ele pode anotar nas margens, fotocopiar, recortar, colar, proceder a montagens, mas o texto inicial está lá, preto no branco, já realizado integralmente. Na leitura em tela, essa presença extensiva e preliminar à leitura desaparece. O suporte digital (disquete, disco rígido, disco ótico) não contém um texto legível por humanos mas uma série de códigos informáticos que serão eventualmente traduzidos por um computador em sinais alfabéticos para um dispositivo de apresentação” [LÉVY, 1996, p. 39].
De acordo com o trecho, o leitor que utilizar a forma digital para leitura tem resultados diferentes daquele que o faz na estrutura editorial de papel, livro ou jornal. Articulando esta premissa ao cenário do jornalismo na Internet hoje, pode-se afirmar que: