Magna Concursos
3524210 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Durante os lazeres burocráticos, estudou, mas estudou a Pátria, nas suas riquezas naturais, na sua história, na sua geografia, na sua literatura e na sua política. Quaresma sabia as espécies de minerais, vegetais e animais que o Brasil continha; sabia o valor do ouro, dos diamantes exportados por Minas, as guerras holandesas, as batalhas do Paraguai, as nascentes e o curso de todos os rios. Defendia com azedume e paixão a proeminência do Amazonas sobre todos os demais rios do mundo. Para isso ia até ao crime de amputar alguns
quilômetros ao Nilo e era com este rival do “seu” rio que ele mais implicava. Ai de quem o citasse na sua frente! Em geral, calmo e delicado, o major ficava agitado e malcriado, quando se discutia a extensão do Amazonas em face da do Nilo.

Lima Barreto. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 25.

Tendo como ponto de partida o texto de Antonio Candido — “Pátria do pensador (...)” —, julgue os itens subseqüentes, acerca das Oitavas, de Alvarenga Peixoto, dedicadas ao nascimento, no Brasil, de D. José, filho do governador português da Capitania de Minas Gerais.

A defesa da superioridade do Amazonas frente ao Nilo, feita por Policarpo Quaresma, alinha-se a um problema central da formação da literatura brasileira: a dependência dos modelos literários europeus por parte dos autores nacionais e o desejo desses escritores de superação dessa dependência por meio do engrandecimento literário das riquezas naturais do país.

 

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