Em 1967, o alemão Hans Albrecht Bethe ganhou o prêmio Nobel de Física pelo seu trabalho que explica como a fusão nuclear pode produzir a energia que faz as estrelas brilharem. Ele descobriu alguns processos relacionados a essa geração; um deles é o ciclo CNO (carbono – nitrogênio – oxigênio), válido para estrelas maiores e o ciclo próton – próton (p-p), para estrelas menores, como o Sol. Resumidamente, o ciclo p-p para o Sol resulta na combinação de quatro prótons com dois elétrons, formando uma partícula alfa, dois neutrinos e seis raios gama, conforme a equação a seguir:
\(4 \, ^{1}\text{H} + 2\text{e}^{-} \to \, ^{4}\text{He} + 2\nu + 6\gamma\)
Ao calcular a diferença de massa ∆m dessa reação, encontra-se 4,8 × 10–29 kg. Sabendo-se que c = 3 × 108 m/s, essa massa equivale a uma energia liberada que está na ordem de