Engaje as turmas de Anos Finais explorando a Matemática do cotidiano
Educadora compartilha experiência que envolveu todos os professores da escola para criar as simulações de um mercado e banco na escola
Por Ivonete Dezinho
Dar aula de Matemática nos Anos Finais é um desafio. Logo no início da minha trajetória como professora percebi as “caras e bocas” toda vez que pisava em sala de aula. Já ouvi tantas vezes comentários como “aula de Matemática de novo”, “ninguém merece”, entre tantos outros.
Observar essas reações me motivaram desde cedo a sair da minha zona de conforto. Para mim, a Matemática é um universo incrível, cheio de formas, fórmulas, desafios, descobertas, histórias e números que me fascinam. Ela me permite ler, interpretar o mundo e solucionar problemas cotidianos. Por isso, não conseguia entender o porquê de tanta aversão ao componente que, pessoalmente, era tão especial.
Senti a necessidade de mudar essa visão que existia entre os alunos para que vissem a Matemática do mesmo modo que eu a via. O meu seguinte passo foi pensar em estratégias. Mostrando? Falando? Não, eles precisam descobrir por si mesmos. De que forma? Vivenciando, pesquisando, experimentando, construindo, testando, errando, errando novamente, protagonizando.
Foi dessa forma que comecei a elaborar projetos onde os alunos tivessem a oportunidade de perceber a aplicabilidade da Matemática nas atividades cotidianas. Explorei o sistema monetário brasileiro, a Educação Financeira, alimentação, saúde e esporte, o Índice de Massa Corporal (IMC), a relação entre a Matemática e a literatura, os recursos hídricos, usei jogos, as profissões, os dados da Covid-19, entre outros temas que aproximaram o componente do dia a dia dos estudantes.
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No terceiro parágrafo, a maior parte dos verbos estão na forma nominal