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OS OLHOS BRASILEIROS DE DARWIN
Quando o alemão Fritz Müller chegou ao interior de Santa Catarina, em 1852, era como se pousasse em outro planeta. Um planeta onde ele realizou estudos minuciosos, que lhe renderam fama internacional e o apelido de “príncipe dos exploradores”- cortesia de seu ídolo e fã, Charles Darwin.
O fascínio pela fauna e flora abaixo do Equador foi o que atraiu o médico e filósofo de 31 anos ao vale do Itajaí. [...]
Tudo lhe interessava: dissecou plantas para entender a composição de seus órgãos, descreveu a organização social das formigas, analisou os hábitos de águas-vivas e pássaros [...]. Entre crustáceos, insetos, aves e plantas, o alemão identificou 248 novas espécies.
Boa parte dessas descobertas foi divida com um correspondente muito especial: entre 1865 e 1882, Müller e Charles Darwin trocaram 70 cartas. Não se sabe quem escreveu primeiro, mas o bromance começou em 1864, quando Müller publicou na Alemanha Für Darwin (“Para Darwin”), conjunto de suas observações científicas defendendo a Teoria da Evolução. O inglês encomendava várias pesquisas a Müller e maravilhava-se ao ver a precisão com que o alemão desenhava plantas e dissecava animais. Em 1881, lhe escreveu: “Não acredito que haja alguém no mundo que admire seu zelo pela ciência e seu grande poder de observação mais do que eu”.
Além de ser uma honra ajudar o autor de A Origem das Espécies (1859), bombava o currículo: Darwin remetia os estudos de Müller a outros cientistas e promovia sua publicação na Europa. Apesar de distante, Fritz Müller estava incluído na comunidade científica.
(Texto adaptado)
(Fonte: Superinteressante, jun. 2009)
No texto, o vocábulo bombava representa uma marca de oralidade. De uso corrente entre os jovens, o verbo bombar vem sendo registrado na escrita, principalmente em sites da Internet e em textos jornalísticos, com vários sentidos. Considerando esta realidade, identifique a alternativa em que o verbo bombar aparece com o mesmo sentido do texto.