Magna Concursos
1300386 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Boi morto

Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Árvores da paisagem calma,
Convosco — altas, tão marginais! —
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais.
Que o corpo, esse vai com o boi morto.

Boi morto, boi morto, boi morto.

Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1967.

Considerando os sentidos e o caráter literário do poema apresentado, de Manuel Bandeira, julgue os itens seguintes.4

A repetição da expressão “boi morto” entre as estrofes do poema constitui um refrão, que imprime um ritmo ao poema.

 

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