Uma vez pesquisado, determinado assunto agrega novos elementos ao pensamento de seu observador e, portanto, modifica-o. Mudado seu modo de pensar, o pesquisador já não concebe aquele tema da mesma forma e, assim, já não é capaz de estabelecer uma relação exatamente igual à do experimento original. Não se podendo repetir a relação sujeito-objeto, é forçoso afirmar que seria impossível a reprodução exata de qualquer situação de pesquisa, o que ressalta a importância da descrição do fenômeno e o caráter vivo dos postulados teóricos. Em uma visão fenomenológica, os chamados estados da mente perante a verdade podem ser descritos como o tipo de experiência vivida pelo analista de inteligência no contato com o fenômeno acompanhado. Assim sendo, os fatos analisados não podem ser dissociados daquele que produz o conhecimento. Quando a mente se posiciona perante a verdade, o que de fato ocorre é um processo ativo de auto-regulação entre uma pessoa, seus conhecimentos preexistentes (a priori) e um novo fato que se apresenta.
Guilherme Augusto Rosito. Abordagem fenomenológica e metodologia de produção de conhecimentos. In: Revista Brasileira de Inteligência. Brasília: ABIN, v. 2, n.º 3, set./2008 (com adaptações).
Com referência ao texto acima, julgue o item subseqüente.
Subentende-se, pelas relações de sentido que se estabelecem no texto, que "daquele" retoma, por coesão, "fenômeno", precedido pela preposição de, exigida por "dissociados".