TEXTO 01
O texto abaixo servirá de base para responder as questões de 21 a 30.
A RIQUEZA DA PALAVRA NO SEU ENIGMÁTICO SILÊNCIO
(1º§) O silêncio não é a negação da palavra, tampouco a palavra é a negação do silêncio. Há silêncios eloquentes, como há também palavras vãs. É, precisamente, a continuidade entre um estado e outro que forma a trama completa da nossa vida e do nosso espírito. As palavras são bem enigmáticas! Elas têm poder fantástico.
(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que se forma a qualidade de nossas manifestações verbais. Como é na riqueza de sua repercussão no silêncio posterior que reside o sentido mais profundo no nosso privilégio verbal. A pobreza pode ser descartada deste contexto.
3º§) O homem é a única criatura que fala. Mas é também a única que sabe dar ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio dos seres humanos, das pedras, das florestas, dos animais, só tem sentido para nós, seres verbais, que damos um significado positivo, poético, filosófico, religioso a este silêncio das coisas e dos seres infra-humanos.
(4º§) Como o rumor de nossas palavras só tem sentido porque nelas se reflete o mundo infinito que está para lá de sua sonoridade, o mundo dos sentimentos, das ideias e das grandes realidades, deve-se preservá-las na sua riqueza semântica. Portanto, considera-se que, mais do que bradar algo para o mundo, o silêncio deve prevalecer como uma caixinha de segredos! Do silencio é que se pode obter o que existe na magia das intenções humanas!.
Tristão de Athayde era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.
Marque o que NÃO se comprova na frase que titula o texto.