A VIDA COM MUITA SABEDORIA
(1º§) Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
(2º§) Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue, outras vezes, nada damos e o Amor se rende aos nossos pés.
(3º§) Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
(4º§) Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. É importante pensar nisso. Vale a pena debochar do amor de alguém?
(5º§) Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer. Assim, pode-se aliviar o coração ou piorá-lo com a dor da desilusão.
(Clarice Lispector) - (https://www.pensador.com/clarice_lispector_textos/) - (Adaptado)
Analise as assertivas seguintes:
I.Em: "É importante pensar nisso, pois o importante refere-se ao amor". - temos exemplo de homônimos perfeitos.
II.O verbo da oração subordinativa temporal: "quando não obtivermos o amor", está conjugado no futuro do presente do modo indicativo.
III.A frase: "Luciana disse a Magda que precisava cuidar do seu amor". - remete à ideia ambígua.
IV.Na frase: "José, seja persistente, tente, invente e faça tudo por um amor permanente". - temos um vício de linguagem conhecido como barbarismo.
V.Na frase: "É válido retificar as emoções para ratificar o amor por alguém". - temos exemplo de parônimos.
Estão CORRETAS, apenas: