"Com efeito, se pensarmos em termos de costumes, arte ou ideologia, como comprovar um fim, um esgotamento, uma ruptura? De acordo com as propostas da Escola dos Annales, o que ocorre no período de transição da Antiguidade para a Idade Média é uma renovação, o surgimento de uma nova cultura a partir da fusão de valores clássicos com valores cristãos. Por conta disso, elabora-se um novo conceito com a finalidade de exprimir toda a originalidade e vigor das transformações sociais que atingiram o Império Romano do III ao V século, principalmente após a Anarquia Militar: o de Antiguidade Tardia, oriundo do alemão Spatantike (Martin, 1976: 261), e que teve em Peter Brown (1972) e Henri-Irénèe Marrou (1980) dois notáveis defensores".
Fonte (adaptada): SILVA, G. V. O fim do mundo antigo: uma discussão historiográfica. Mirabilia 01, Dec 2001, p. 68.
De acordo com essa perspectiva e seguindo as reflexões propostas pela Escola dos Annales, o fim do Império Romano deve ser visto como um período de: