O aumento da população, o crescimento econômico e a sofisticação das relações sociais requerem mais serviços públicos, de maior qualidade e crescente complexidade. Para fazer frente a essas demandas, o dimensionamento adequado da força de trabalho no setor público é condição necessária, mas não suficiente. Elas requerem que o Estado atente também para a qualificação de uma força de trabalho às voltas com questões cada vez mais complicadas. O desafio é a construção de um Estado "inteligente". A tese do inchaço da "máquina pública" e da consequente necessidade de redução do "tamanho do Estado" no Brasil merece uma análise mais aprofundada. É fato que os números absolutos impressionam. Sendo um país de dimensões continentais e com uma das cinco maiores populações do mundo, é natural que o Brasil conte com uma quantidade expressiva de servidores públicos. Ciente de que não houve explosão do quantitativo de servidores no Poder Executivo federal, porém convencido de que novas autorizações de ingresso devem ser feitas de forma criteriosa, o governo federal vem buscando conferir maior racionalidade à gestão de pessoas no serviço público, atentando para as necessidades mais prementes de áreas que implementam programas fundamentais para o país e esforçando-se para profissionalizar cada vez mais a gestão pública.
Marcelo V. E. de Moraes et al. O mito do inchaço da força de trabalho do Executivo federal. Internet: <www.planejamento.gov.br> (com adaptações).
Julgue o próximo item, a respeito da organização das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima.
Infere-se da leitura do texto que o "desafio" mencionado à linha 4 consiste no atendimento a "essas demandas".