"'A escola é um ponto de contato'. Essa frase do professor indígena Joaquim Maná (etnia Kaxinawá/AC), registrada durante entrevista para o documentário Quem são eles? (MEC/TV Escola/Vídeo nas Aldeias, 2000), destaca os diálogos interculturais estabelecidos entre os grupos étnicos e diferentes sociedades por meio da educação escolar. Nesse contexto, a etnicidade é uma linguagem muito importante para as relações de identidade e alteridade entre pessoas singulares e coletivas, tanto no plano discursivo, quanto para a integração entre sujeitos históricos de diversas épocas e lugares". Pensar o currículo como uma narrativa étnica constitui um desafio relevante no que se refere às mudanças curriculares com base em dispositivos legais que organizam políticas públicas na área de educação, como a lei federal 11465/2008 que se refere à 'obrigatoriedade da temática História e Cultura AfroBrasileira e Indígena' no currículo da rede oficial, modificando a Lei de Diretrizes e Bases 9394/1996 SILVa, A.C. Histórias e Culturas Indígenas na Escola. In: LAIA, SILVEIRA, Szmyhiel (orgs). A Universidade e a formação para o Ensino de História e Cultura Africana e Indígena: desafios e reflexões. Cadernos Cone/ Imprensa Oficial, 2011)
Acerca dos objetivos gerais de Pluralidade Cultural dos Parâmetros Curriculares Nacionais:
I Conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País
II Conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais
Estão corretas as asserções: