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Elas foram as primeiras mulheres a ingressar na Polícia Militar da Bahia e a fazer carreira na instituição. [A] Há exatos 30 anos, num dia 30 de abril [B], cruzavam os muros da Vila Militar do Bonfim e davam corpo à Companhia da Polícia Militar Feminina, extinta seis anos depois, em 1996.
Incentivadas por familiares, as jovens policiais eram em sua maior parte universitárias, mesmo essa não sendo uma exigência. "Tinha 21 anos e fazia Pedagogia na UFBA [C] e Matemática na Universidade Católica. Foi minha mãe quem viu o edital da PM para a primeira turma de sargentos femininas e incentivou que eu me inscrevesse. [D] Ela ressaltou o pioneirismo daquilo, a primeira turma de policiais mulheres de uma corporação quase bicentenária", recorda a major Cláudia Mara, 51 anos. [E]
Ao lado de outras 26 mulheres, ela formou a primeira turma feminina da Polícia Militar da Bahia, naquela época com 165 anos de fundação e exclusivamente masculina. Um mês depois, em maio daquele mesmo 1990, outras 80 mulheres entravam na PMBA, dessa vez a partir de um edital para formação de uma turma de soldados femininas.
Apesar de não ter sido a última polícia do Brasil a ter mulheres em seu quadro, a polícia baiana fazia isso com um atraso de 40 anos em relação à paulista, por exemplo. Hoje, a PMBA conta com 4.606 mulheres, entre oficiais e praças, dentro de um universo de 30 mil policiais militares que integram a corporação militar baiana. Elas desempenham funções de comando, operacionais e administrativas, nos 417 municípios baianos.
Entre espanto e admiração, primeira turma de policiais femininas revolucionou a instituição, Salvador, 1 maio 2020. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/paravam-para-olhar-conheca-as-historias-das-primeiras-mulheres-pms-da-bahia/>. Acesso em: 17 dez. 2022. Adaptado.
A oração que apresenta um verbo que se classifica como impessoal está em