Uma paciente de 50 anos, com histórico de dores articulares frequentes, apresentou fortes dores, edemaciação e vermelhidão na perna direita.
O médico, imediatamente, suspeitou de trombose e solicitou alguns exames.
Hemograma completo: normal
TP: plasma de referência: 13 segundos
plasma da paciente: 13 segundos
atividade de protrombina: 100%
TTPa: plasma referência: 30 segundos
plasma da paciente: 46 segundos
Relação TTPa paciente/ TTPa pool normal: até 1,20 normal
Dosagem de fibrinogênio: 320 mg/ dL – normal
Após o resultado laboratorial, o médico questionou a paciente sobre histórico de doenças hemorrágicas na família, o que foi negado pela paciente. Para esclarecer as causas do prolongamento do TTPa, o médico solicitou exames de função hepática e dosagem dos fatores de coagulação envolvidos na via intrínseca da coagulação. Os exames apresentaram-se todos normais. Parodoxalmente, a paciente teve agravo do seu quadro e um duplex scan foi solicitado o qual deu positivo para trombose.
O exame laboratorial apresentou hipocoagulabilidade e na clínica a paciente estava desenvolvendo quadro trombótico, por que?