A ciência divertida
Em um ambiente ruidoso e tomado por chips e placas robóticas(a), o brasileiro Paulo Blikstein, 39 anos, produz inventos para a aula de ciências pelos quais passou a ser conhecido e cortejado no meio acadêmico(c) mundial. Não são grandes inovações tecnológicas(b), mas experimentos bastante simples que o colocam em posição de destaque.
Na Universidade Stanford, onde comanda desde 2009 um laboratório com 25 pessoas, Blikstein cria maquininhas como um sensor que a criança leva para casa para acoplar à roda da bicicleta. Ele captura e armazena dados que serão o ponto de partida para ensinar os conceitos de velocidade, tração e aceleração. “Não há outra saída para despertar o interesse pelas ciências senão aproximá-las do dia a dia”, diz Blikstein. Seu maior desafio é encontrar soluções que permitam replicar as experiências em grande escala, a preço inferior ao de um livro escolar. Formado em engenharia e um dos mais respeitados especialistas em tecnologias aplicadas à educação, Blikstein já foi chamado para levar seus experimentos a países como Senegal, México(e), Tailândia e Rússia.
Atualmente, dez escolas americanas fazem fila para receber laboratórios de alto nível(d), sob a consultoria do brasileiro. Vivendo nos Estados Unidos há doze anos, ele acaba de ser laureado com o EarlyCareerAward, da National Science Foundation (NSF), o prêmio de maior prestígio concedido a jovens docentes. Em breve começará a treinar sessenta professores para que façam trabalho parecido no Brasil. Iniciativa mais do que bem-vinda em país em que as aulas de ciências são tão temidas quanto odiadas.
Renata Betti, Revista Veja, 1º de fevereiro de 2012.p.68.
As palavras abaixo foram extraídas do texto e obedecem à mesma regra de acentuação gráfica, EXCETO:
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