A hipertensão arterial (HA) é uma doença crônica não transmissível caracterizada por elevação persistente da pressão arterial (PA), ou seja, PA sistólica (PAS) maior ou igual a 140 mmHg e/ou PA diastólica (PAD) maior ou igual a 90 mmHg, medida com a técnica correta, em pelo menos duas ocasiões diferentes, na ausência de medicação anti-hipertensiva. Trata-se de uma condição multifatorial, ou seja, depende de fatores genéticos/epigenéticos, ambientais e sociais (Barroso et al., 2021). Em 2018, os custos diretos atribuíveis à hipertensão arterial no Brasil totalizaram mais de R$ 2 bilhões por ano, considerando gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com hospitalizações, procedimentos ambulatoriais e medicamentos (Nilson et al., 2019).
BARROSO, W.K.S. et al. Arq Bras Cardiol, v.116, n.3, p.516-658, 2021. NILSON, E.A.F. et al. Rev Panam Salud Publica, 43, 2019.
Acerca da PA e dos mecanismos envolvidos na sua regulação, verifica-se que