Paciente, sexo feminino, 48 anos, encaminhada ao pneumologista por queixa de falta de ar progressiva e tosse, sem melhora com salbutamol inalatório.
A paciente não fuma, não bebe nem usa substâncias ilícitas. A história médica é significativa para hipertensão, controlada com anti-hipertensivo. Nega febre no período. Percebeu a falta de ar pela primeira vez há quatro meses, apenas em alguns momentos do dia, sendo que atualmente interfere inclusive em suas atividades diárias habituais e nas profissionais em um aviário.
Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, apesar de visivelmente emagrecida, FC 76 bpm, FR 20 ipm, sO2 92% em ar ambiente, PA 120 x 78 mmHg. Ausculta cardíaca sem alterações, ausculta pulmonar com crepitações predominantes em bases. RX do tórax com infiltrado bilateral, mais acentuado em bases. Espirometria: reduções proporcionais no VEF1, na CVF e na relação VEF1/CVF. PPD não reator.
Quais achados serão suficientes para o diagnóstico de pneumonite de hipersensibilidade subaguda, considerando a exposição ocupacional?