Situando-se no campo da micro-história, Giovanni
Levi, ao discutir o conceito de 'margem' em suas análises sobre
a sociedade do Antigo Regime, argumenta que o estudo de
casos particulares e indivíduos anônimos permite iluminar
estruturas sociais e culturais mais amplas, contestando a ideia
de que a verdade histórica reside apenas na generalização de
grandes eventos ou na análise de grupos sociais hegemônicos.