Um paciente de 82 anos de idade, ex-tabagista e etilista, com diabetes mellitus (DM) e hipertensão arterial sistêmica (HAS) controladas, foi internado na unidade de terapia intensiva adulto (UTI-A) em razão de quadro de dispneia importante, temperatura > 38 °C, taquicardia e hipotensão, persistentes há quatro dias. Durante investigação diagnóstica, evidenciou-se infecção do trato urinário superior (glomerulonefrite aguda) e iniciou-se protocolo de sepse. Após uma semana, o paciente encontra-se estável, monitorizado, em uso de antibióticos e cateter de oxigênio. Com sinais e sintomas de dispneia, edema em membros inferiores, dor em flancos, oligúria (menos de 400 mL de urina por dia), aumento de 1,5 kg de peso corporal, irritabilidade e confusão. Os exames laboratoriais e a gasometria arterial indicaram hipercalemia, acidose metabólica e aumento dos níveis de creatinina sérica. De acordo com recomendação de infectologista do Controle de Infecção (CCIH), foi iniciado bicarbonato de sódio e trocado esquema de antibioticoterapia. Por causa de náusea/vômito em grande quantidade e debilidade nutricional, foi instalada nutrição parenteral total (NPT). Foi iniciado, também, balanço nutricional e hídrico rigoroso. Nos controles de enfermagem, observaram-se: temperatura: 38,5 °C; FC: 65; FR: 21; saturação de O2: 87%; PA: 100 mmHg x 70 mmHg; PAM: 80 mmHg.
De acordo com o estudo de caso, com relação aos cuidados de enfermagem ao paciente crítico adulto, julgue os itens a seguir.
Para a identificação de uma IRA, alguns dados devem ser avaliados: dosagem de sódio urinário (deve ser normal ou alta); osmolaridade urinária (igual ou inferior à do plasma; até 300 mOs/L); ureia urinária (inferior a 800 mg/100 mL); depuração de creatinina (reduzida).