TEXTO I
Crise da água, o próximo desafio
1 Apesar de se constituir em um elemento vital para
o ecossistema e de ser básica para as diversas atividades
humanas, sociais e econômicas, infelizmente a água tem-se
4 tornado escassa progressivamente, tanto em qualidade quanto
em quantidade. Como recurso natural limitado, adquire cada
vez mais valor econômico e papel estratégico; como recurso
7 ambiental, deve ser preservada e seus mananciais,
recuperados.
Desperdiçada e desprezada durante muito tempo, a
10 água se torna, a cada dia, um produto caro e raro, cuja
escassez ameaça uma grande parte da humanidade. Não
demora e o mundo terá de enfrentar a crise da água. Este será
13 um dos grandes desafios do próximo século.
Os países desenvolvidos terão problemas técnicos
e econômicos dos mais complexos diante do crescimento
16 demográfico e da explosão urbana, bem como das
necessidades crescentes da agricultura e da indústria, aliados
ao aumento constante das formas de poluição e degradação
19 dos recursos hídricos.
É bom voltar aos números para se ter idéia do
desafio a ser enfrentado: 97% da água do planeta estão nos
22 mares, portanto salgada, que não serve nem para uso
industrial. A água mais pura da natureza está nas calotas
polares e nas geleiras (2,3% da água do planeta). Está, assim,
25 em uma região fria e distante. Os lençóis subterrâneos, lagos,
rios e a atmosfera guardam os 0,7% restantes e é apenas esta
a quantidade disponível ao homem.
Internet: . Acesso em 29/10/2003 (com adaptações).
Texto II – itens de 8 a 15
Limitando a dose
1 No Brasil, o potencial de recursos hídricos
significa 53% da reserva da América do Sul e 12% do total
mundial. São cerca de 5.604 quilômetros cúbicos/ano,
4 considerando-se somente a contribuição do território
brasileiro, e 7.906 quilômetros cúbicos/ano se forem
levadas em conta as contribuições de mananciais de outros
7 países integrantes da Bacia Amazônica. O Brasil detém,
ainda, dois terços de um manancial subterrâneo que passa
pelos países do Mercosul, com extensão superior à
10 Inglaterra, França e Espanha, juntas.
Apesar da grande quantidade de água existente no
Brasil, a distribuição dos recursos hídricos é totalmente
13 desigual. Segundo dados da Secretaria de Recursos
Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, se
compararmos, em termos percentuais, a quantidade de água
16 com a superfície das diversas regiões do país e a sua
população, teremos os seguintes números (figura ao lado):
Região Norte – 68,5% (água), 45,3% (superfície)
19 e 6,98% (população);
Região Nordeste – 3,3% de água, 18,3% de superfície e 28,91% de população;
Região Centro-Oeste – 15,7% de água, 18,8% de superfície e 6,41% de população;
22 Região Sudeste – 6% de água, 10,8% de superfície, 42,65% de população; e finalmente a Região Sul – 6,5% de água,
6,8% de superfície e 15,05% da população brasileira.
Dessa forma, as regiões Norte e Centro-Oeste seriam as mais tranquilas, pois detêm juntas 84,2% das reservas de águas
25 brasileiras, e as regiões mais problemáticas seriam a Nordeste e Sudeste, pela pouca quantidade de água disponível e pelo grande
contingente populacional. Não é assim tão simples, e o quadro real é repleto de contradições.

Internet: <http://fnucut.org.br/saneamento/terra_agua>. Acesso em 29/10/2003 (com adaptações).
Considerando as estruturas dos textos I e II e a ilustração acima, julgue os itens subsequentes.
Em ambos os textos, a estrutura expositiva do tema predomina, não havendo passagens narrativas importantes.