Leia o texto abaixo e responda a questão.
A moda que lhe pertence
Lygya Maya*
Originária do francês mode e do latim modu, a palavra moda é a maneira ou o modo como as pessoas vivem. Hoje a palavra está mais relacionada à maneira de vestir: o modo como as pessoas se vestem significa moda. Sendo assim, a moda está em todos os lugares aonde vamos, desde o trabalho até os compromissos sociais.
Já ouvi centenas de reclamações de mulheres baixinhas, gordinhas ou mais velhas dizendo que no mercado só são vendidos artigos para o tipo de mulher que se encaixa nos padrões de beleza da moda, e que para elas, as “normais”, não há nada.
Será que as grandes marcas e os estilistas desenham suas coleções pensando na mulher comum ou se baseiam em estereótipos de beleza? E será que realmente temos de aprender a vestir certas roupas só porque terceiros desenharam a moda? A maneira que gostamos de nos vestir ou de viver deve ser a mesma de uma celebridade ou de uma manequim alta, magra e com um certo look para sermos elogiadas ou apreciadas pela sociedade?
E a sua personalidade e seu próprio estilo, onde ficam? Geralmente ninguém que você conhece ou vê na rua se veste no dia a dia como se estivesse em um desfile de um grande estilista. E pouquíssimas pessoas têm dinheiro para pagar a alta costura, além de ter um corpo raro de modelo.
A grande maioria das mulheres faz a moda de acordo com o que tem no guarda-roupa e com o que o orçamento dá para adquirir. Já a moda dos estilistas é bem apreciada pela mídia, pois as pessoas gostam de ver e mostrar novidades. Mas não é por isso que você deve se constranger por não estar “na moda”.
Caso pense que não está adequada em seu modo de vestir, não se esqueça que nós, mulheres “normais”, também fazemos moda. Devemos nos orgulhar em vestir o que for mais conveniente, sem nos preocupar se estamos dentro dos biotipos de beleza atuais. Ditar a nossa própria moda, usando o que nos faz sentir bonitas, de acordo com nossa personalidade, é que pode e deve ser a maneira de nos vestir.
O importante mesmo é você saber que tem em mãos o poder de fazer sua própria moda, sem ser contestada. Aliás, quando você se conhece e sabe o que faz você se sentir bem, independente do que as lojas estão vendendo, você aparece em qualquer lugar como uma “mulher diferente”, que tem personalidade. E você já deve ter percebido que quando notam e elogiam como você está vestida, é porque está sendo única e criativa.
Espero que você tenha captado minha dica pelo seu coração e não pela lógica. Assim fazendo, você vai economizar muito dinheiro e energia, além de viver menos estressada e com mais autoestima.
*Lygya Maya é autora do e-book Ame as Emoções que Você Odeia (2008), disponível no site da escritora:
www.lygyamaya.com.br.
Disponível em: http://conversademenina.wordpress.com/2010/05/21/artigo-a-moda-que-lhe-pertence/. Acesso em: 03 fev.2011. [Com cortes e adaptações].
Considerando as características, a composição e a funcionalidade, conclui-se que o texto A moda que lhe pertence enquadra-se no gênero textual: