Magna Concursos
3024102 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: Instituto Acesso
Orgão: CODEMAR
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"O Menino Marrom"

Já falei dos seus dentes? Ihhh, vai começar outra longa conversa para explicar que não existem dentes absolutamente brancos. E realmente, não existem. Se você ficasse com a boca cheia de dentes brancos como a neve, você iria ficar ridículo, parecendo um vampiro sem presas.

Quando os dentes são o mais próximo do branco, a gente diz que eles são clarinhos. Aliás, até repete: “Clarinhos, clarinhos!”

Pois o menino marrom tinha os dentes claros, certinhos, certinhos. Pareciam teclas de um piano, sem as cáries (vocês sabem: os bemóis e os sustenidos são as cáries do piano).

Quando o menino ria, era aquela luz no meio do seu rosto marrom. O branco dos olhos diminuía, ficavam aqueles dois tracinhos assim, no lugar dos olhos: um traço de cada lado do nariz. Mas o brilho das duas jabuticabas permanecia.

Os cabelos eram enroladinhos e fofos. Pareciam uma esponja. Logo depois do banho, quando seus cabelos secavam, era um prazer ficar fazendo assim, com os dedos em gancho, fofando a cabecinha do menino marrom. Sempre achei que seus cabelos eram pretíssimos. Mas, um dia, um amigo, especialista em identificação do Instituto Félix Pacheco, me disse: “Não existem cabelos humanos absolutamente pretos, você sabia?”

Retirado da obra “O menino marrom”, de Ziraldo.

Na frase “Ihhh, vai começar outra longa conversa para explicar que não existem dentes absolutamente brancos”, a locução verbal destacada poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por:

 

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