Uma menina de 12 anos é acompanhada no ambulatório de pneumologia pediátrica
por asma grave persistente há 5 anos. Apesar do uso regular e correto de Corticosteroide
Inalatório (CI) em dose alta, combinado com agonista beta-2 de longa ação (LABA) e Antagonista do
Receptor de Leucotrienos (ARL), ela continua apresentando sintomas diurnos quase todos os dias,
despertares noturnos mais de duas vezes por semana, necessidade de agonista beta-2 de curta ação
(SABA) diariamente e teve três exacerbações graves nos últimos 12 meses, que necessitaram de
cursos de corticosteroide oral. Sua adesão à terapia e à técnica inalatória foram revisadas e
confirmadas como adequadas, e os fatores ambientais, controlados. Testes cutâneos (prick test) são
fortemente positivos para ácaros da poeira domiciliar e epitélio de gato. Sua IgE sérica total é
consistentemente elevada (>300 UI/mL), e a contagem de eosinófilos no sangue periférico é de
480 células/µL. Considerando o perfil fenotípico dessa paciente e as diretrizes atuais para o manejo
da asma grave em crianças, qual terapia biológica seria a mais indicada para otimizar o controle da
doença?