"Tomemos, por exemplo, uma sociedade por assim dizer primitiva: nela encontraremos um conjunto de práticas e de registros semióticos que marcam o espaço do social. Tomemos o caso de um velho e de um órfão nessa sociedade. Certamente não encontraremos nenhuma instituição especializada (asilo ou orfanato) para ocupar-se de cada um desses casos; essas disfunções são reabsorvidas no próprio tecido das relações sociais informais dessa sociedade. Assim sendo, não se poderia sequer falar de uma disfunção, pois essa palavra só pode ser aplicada na medida em que esse tipo de situação se torna objeto de uma intervenção específica numa determinada sociedade." (SILVA, 2004). Neste trecho a autora evidencia que: