100.000.000 de celulares
O celular é, antes de tudo, uma ferramenta para ganhar tempo. Agora, vai se transformar também num instrumento para passar o tempo. Em 2007, o aparelho vai incorporar cada vez mais serviços de vídeo e música. No Brasil, cujos telefones móveis atingiram a marca de 100 milhões em uso no ano passado, as principais operadoras já oferecem, por exemplo, filmes, clipes, acesso em tempo real a canais abertos de televisão, além de download integral de músicas.
A investida das empresas brasileiras no campo do entretenimento segue uma tendência global. Ela começou há pouco mais de três anos, com a inclusão de recursos de fotografia nos telefones. Desde então, produziu resultados espetaculares. Em 2005, por exemplo, a Nokia transformou-se na maior fabricante mundial de câmeras digitais, após produzir 100 milhões de telefones com esse tipo de recurso. A marca finlandesa avança atualmente sobre a música digital. Em 2005 embutiu tocadores de MP3 em 40 milhões de celulares. No ano passado, dobrou essa cota.
O que realça o papel do celular como um minicentro de lazer é o fato de o aparelho ser a tela mais próxima do consumidor - está sempre à mão, precedendo a da TV ou a do computador. Isso coloca a tecnologia móvel na ponta da cadeia da indústria de entretenimento. Novelas, seriados, música, notícias têm sido produzidos com exclusividade ou, no mínimo, com versões
compatíveis com as especificações técnicas dos telefones móveis.
(Revista Veja, 17 jan. 2007, p. 69-70.)
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